Apresentação
Esse documento faz parte das ações do Projeto Pecuária Floresta e tem como objetivo organizar o planejamento das intervenções a serem feitas em meio as pastagens já formadas e manejadas na Lano Alto. Ações essas que acontecerão no período das águas de 2025/2026, visto que os próximos anos de intervenção serão novamente avaliados e recomendados.
Após alguns diálogos e visitas de campo junto da família, foram elencadas 14 áreas para essa ação em maio a uma pastagem ja manejada a piquetes, em divisa de área e tambem em pastagem em início de formação. Ao longo desse documento será apresentado o objetivo de cada área e organizado a quantidade de mudas, estacas, sementes e outros insumos para cada um dos locais com recomendações técnicas.
Recomendações gerais
Formigas
No entorno e na linha silvopastoril nos berços das fomigas cortadeiras "quens quens" será movimentado o ninho e aplicado calcário, para formigas atas, formicida a base de fipronil nos carreiros. Necessário monitoramento e controle 15 dias antes dos plantio e em todas as visitas de manejo e acompanhamento das áreas.
Insumos e sementes
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A correção de solo e a adubação será em área total e em superfície, visando melhorar a qualidade de todo o solo da linha silvopastoril com 100g de Bokashi e 100 g de calcário dolomítico. Não será feito preparo de solo, e sim intervenções em berços e coroas.
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Sementes pequenas, corretivos e a adubação do solo, sempre que possível, deve acontecer antes de roçar a área, para que esses tenham contato com solo.
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Sementes maiores devem ser semeados em coroas, para que possam germinar e crescer antes de voltar a vegetação espontânea.
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A palha deve ser disposta em toda a área, priorizando os locais com coroas.
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A coroa das árvores devem ter 50 cm e os berços sempre que possível 30 cm tanto de profundidade como de largura.
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Estacas platadas de pé, como de amora, hibisco ou margaridão, devem ser plantadas com uso da cavadeira, sempre que possível com 30 cm de profundidade.
Manejo da biomassa
Se buscará roçar a área no ponto ótimo de repouso das herbáceas, indicadas pelo aparecimento das flores quando leguminosas e pelo amarelecimento das folhas basais no caso das gramíneas.
A vegetação arbustiva, sempre que os animais entrarem nos piquetes, devemos tomar a decisão se cortamos e oferecermos nos piquetes para os animais, permitir o ramoneio direto ou evitar o consumo pelos bovinos.
Áreas 1 e 2
Uma pastagem antiga que comecou a ser trabalhada com piquetes em 2018 que se encontra com solo coberto e com plantas. Inicialmente com menos animais e mais piquetes, e atualmente com mais animais e menos piquetes. Para manejo dessa pastagem se faz roçada para ajuste de manejo, controle de ervas espontâneas, adubação e calagem com insumos externos e internos e controle do pastoreio em manejo com piquetes. Antes da formação dos piquetes em 2018 se fez um trabalho com o sulcador do trator, sendo formado 7 linhas em curvas de nivel em toda a área de pastagem. Dessas 7 linhas o presente projeto vai implantar duas linhas silvopastoris nessas curvas, projeto esse ja iniciado.
Existe a presença de bebedouros em todos os piquetes, as áreas de restrição ambiental dessa pastagem estão isoladas, ocorre erosão nos corredores de passagem dos animais, a declividade é relativamente boa, sem proximidade com a mata, que não alaga e com a presença de formiga. A parte mais alta é formada por braquiárinha e a parte mais baixa por alguma espécie de grama estrela. No momento trabalha com formação de pastagem convencional sem revolvimento do solo, e se tem analise quimica do solo dessa área. As aves encontradas foram: Tico tico , sanhaço cinzento, curruira, joao de barro, bigodinho, rolinha roxa, anu preto, canario da terra, pássaro preto, bentevi, lavadeira mascarada, anu branco e sabia do campo.
Objetivo
Formar duas linhas de árvores forrageiras na divisa dos piquetes, para servir de alimento aos bovinos.
A linha estará posicionada na direção quase leste/oeste, assim no verão as árvores fazem sombra uma para a outra. No inverno, "o sol pende ao norte", e a linha vai gerar sombra na lateral do piquete de baixo
Desenho das área 1 e 2
Recomendação
O período de "verão de 2025/2026" foi dividido em início = início das chuvas, meses de outubro, novembro e dezembro; meio = meio das chuvas, meses de janeiro, fevereiro e março e fim das chuvas, meses de abril e maio.
| Áreas 1 e 2 (296 m² - comprimento de 235m) | Quantidade | Quando |
|---|---|---|
| Arbustos a cada 1,66m | ||
| - Amora | 45 | Início |
| - Mutambo | 45 | Meio |
| - Margaridão | 24 | Meio |
| Árvores e Palmeira a cada 10 m | ||
| - Ipê roxo | 5 | Início |
| - Bracatinga | 5 | Início |
| - Eucalipto | 5 | Início |
| - Jerivá | 5 | Meio |
| - Banana | 4 | Meio |
| Adubos verdes | ||
| - Feijão Guandu | 1,8 kg | Início |
| - Nabo forrageiro | 400 g | Fim |
| - Milheto | 800 g | Fim |
| - Aveia preta | 1500 g | Fim |
| - Estilosante campo grande | 150 g | Início |
| - Bokashi | 29 kg | Início |
| - Calcário dolomítico | 29 kg | Início |
Área 3
Uma pastagem manejada de forma extensiva que faz divisa com a APP e atualmente utilizada com animais em recria, local com presença de árvores, braquiárinha e rabo de burro. A linha silvopastoril será instalada na divisa desse pasto em seu topo. Do outro lado da cerca se tem uma área de lazer, que faz parte do conjunto dos piquetes descrito nas áreas 1 e 2.
As aves encontradas foram: Tico tico , sanhaço cinzento, curuira, joao de barro, bigodinho, rolinha roxa, anu preto, canario da terra, pássaro preto, bentevi, lavadeira mascarada, anu branco, sabia do campo
Objetivo
Formar uma linha como barreira quebra vento e alimentação para os bovino
A linha estará posicionada na direção norte e sul e contrario as curvas de nivel, sendo necessário atenção com os processos de conservação de solo
Desenho da área 3
Recomendação
O período de "verão de 2025/2026" foi dividido em início = início das chuvas, meses de outubro, novembro e dezembro; meio = meio das chuvas, meses de janeiro, fevereiro e março e fim das chuvas, meses de abril e maio.
| Área 3 (129 m² - comprimento de 106m) | Quantidade | Quando |
|---|---|---|
| Arbustos a cada 1,50m | ||
| - Margaridão | 35 | Início |
| Árvores e Palmeira a cada 6 m | ||
| - Pau Ferro | 3 | Início |
| - Pata de vaca | 2 | Início |
| - Mutambo | 3 | Início |
| - Ipê roxo | 3 | Meio |
| - Bracatinga | 2 | Início |
| - Eucalipto | 2 | Início |
| - Jerivá | 3 | Meio |
| Adubos verdes | ||
| - Feijão Guandu | 800 g | Início |
| - Milheto | 330 g | Fim |
| - Nabo forrageiro | 200 g | Fim |
| - Estilosante campo grande | 100 g | Início |
| - Bokashi | 13 kg | Início |
| - Calcário dolomítico | 13 kg | Início |
Áreas 4 a 14
Uma pastagem que vinha com um histórico de manejo sem animais, sendo feito alguns plantios em curva de nível, plantio de milho na parte plana e o estaqueamento e propagação de mudas de margaridão. Em janeiro de 2025 a vegetação existênte foi dessecada e cortada e foi semeado o panicum Zuri. O pasto esta em formação e por isso sem animais.
O planejamento é colocar bebedouros em todos os piquetes, fazer 10 linhas silvopastoris a cerca de 16 metros e fazer a formação da pastagem com manejo convencional sem revolvimento semeando uma unica espécie. No momento da visita o solo estava descoberto e sem plantas. As áreas de restrição ambiental dessa pastagem estão parcialmente isoladas, mas serão assim que acontecer a divisão com a cerca elétrica. Uma área que não alaga, sem árvores e co declividade média a alta, com proximidade com a mata e presença de formiga e que se tem análise quámica do solo.
Objetivo
Formar 14 linhas de árvores forrageiras na divisa dos piquetes, para servir de alimento e sombra aos bovinos.
A linha estará posicionada na direção noroeste, alinhadas com as curvas de nivel do terreno. Assim, fará sombra nos piquetes de baixo pela manhã e nos piquetes de cima de tarde. A distância entre curvas é de aproximadamente 16 metros.
Desenho das área 4 a 14
Recomendação
O período de "verão de 2025/2026" foi dividido em início = início das chuvas, meses de outubro, novembro e dezembro; meio = meio das chuvas, meses de janeiro, fevereiro e março e fim das chuvas, meses de abril e maio.
| Áreas 4 a 14 ( 1013 m² - comprimento de 826 m) | Quantidade | Quando |
|---|---|---|
| Arbustos a cada 2 m | ||
| - Amora | 330 | Início |
| Árvores a cada 20 m | ||
| - Mutambo | 8 | Meio |
| - Mulungu | 8 | Meio |
| - Ingá | 8 | Meio |
| - Ipê roxo | 7 | Meio |
| - Pau Ferro | 7 | Meio |
| - Eucalipto | 7 | Meio |
| Palmeira e Banana a cada 20 m | ||
| - Jerivá | 22 | Meio |
| - Banana | 22 | Meio |
| Adubos verdes | ||
| - Feijão Guandu | 6 kg | Início |
| - Milheto | 2,5 kg | Fim |
| - Nabo forrageiro | 1,3 kg | Fim |
| - Estilosante campo grande | 500 g | Início |
| - Bokashi | 103 kg | Início |
| - Calcário dolomítico | 103 kg | Início |
Notas e referências
[^1] A referência do cálculo foi = 60 kg/ha feijão guandu, 5 kg/ha estilosante campo grande, 13 kg/ha nabo forrageiro, 50 kg/ha aveia preta e milheto 25 kg/ha